Bebezinha vence prematuridade na Unidade Neonatal do Getúlio Vargas

 In Hospital Municipal Getúlio Vargas, Notícias

No início deste mês, nasceu Lorena Isadora, na Maternidade do Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV), com 34 semanas de gestação. Com 1.750 quilo, a prematura desde o dia do nascimento – 03 de novembro – até segunda-feira (24/11) permaneceu na Unidade Neonatal. A mãe Márcia Andreza de Moraes, moradora de Sapucaia do Sul, amamenta a recém-nascida a cada duas horas, está segura quanto ao desenvolvimento da bebê e estava ansiosa, aguardando a alta hospitalar após ela alcançar mais de dois quilos.

“A Lorena Isadora é minha quinta filha e minha segunda bebê prematura. O irmãozinho dela também nasceu prematuro aqui no Getúlio Vargas. Por causa de um problema de saúde durante a minha gestação, não conseguia comer, emagreci dez quilos e acabei desnutrida. Eu tive esse mesmo problema na gestação anterior, por isso já sabia o que passaria de novo e que demoraria para levá-la para casa. Assim que ela nasceu, perdeu mais peso, e agora, já está se recuperando”, contou Márcia.

A técnica de enfermagem, Ana Lúcia dos Santos Perdices, que atua no HMGV há mais de dez anos, explicou que cada recém-nascido tem um jeito e aos poucos aprende a reconhecer a melhor forma de cuidar de cada um deles. A técnica de enfermagem Roberta Mendes Guedes comentou que os 21 dias que Lorena Isadora permaneceu na Unidade Neonatal serviram para ela aprender a mamar no peito.

Prematuridade

A Semana da Prematuridade ocorre em torno do último dia 17, que é o Dia Mundial da Prematuridade. O médico neonatologista Álvaro Alves Ferreira Filho destacou a necessidade da prevenção do parto prematuro, já que a prematuridade ainda é uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo.

“Muitas das complicações da prematuridade podem ser evitadas com ações simples, eficazes e baseadas em evidências. Prevenir o parto prematuro começa no pré-natal com acompanhamento regular, identificação precoce de fatores de risco, controle de doenças maternas como hipertensão e diabetes, orientação sobre hábitos saudáveis, apoio ao bem-estar emocional da gestante e promoção de um ambiente seguro para a mãe e para o bebê”, esclareceu o médico.

Além da Semana da Prematuridade, este mês é conhecido como Novembro Roxo, que serve para sensibilizar a sociedade sobre as causas e consequências do parto antes da 37ª semana de gestação, reforçar os cuidados especializados e promover políticas públicas para crianças prematuras e suas famílias.

Técnica de enfermagem Ana Lúcia auxilia Márcia com os cuidados com a recém-nascida
Técnica de enfermagem Roberta mostra Lorena Isadora antes da alta

Texto e fotos: Jocélia Bortoli – MTB 9653 / Comunicação FHGV

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