Funcionária da UGP traz projeto voluntário de contadores de histórias para Getúlio Vargas

 In FHGV, Hospital Municipal Getúlio Vargas, Notícias

As unidades de Pediatria, Clínica Médica e Acolhimento do Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV), de Sapucaia do Sul, a partir deste mês, aos sábados, vão poder receber um grupo de contadores de história da Associação Viva e Deixe Viver, que atua desde 2004, no Rio Grande do Sul.

Entre os voluntários, a analista de recursos humanos, que trabalha na Unidade de Gestão de Pessoas da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, Idione Klein da Rosa. Em 2006, ela passou a contar histórias e a usar da alegria para amenizar situação de pessoas, que muitas vezes, estão passando por dificuldades, sobretudo, relacionadas à saúde. Trata-se do projeto Viva HMGV, que possui momentos de escuta, leveza e interação em sua proposta de trabalho.

De acordo com a coordenadora da Maternidade, Ana Paula Mesquita, uma das unidades beneficiadas com o projeto, a ação fortalece o vínculo entre equipe e paciente, contribuindo para um vínculo mais afetivo e terapêutico.

Sorriso a quem precisa

“Ser voluntária contadora de histórias em um hospital é algo que não dá para explicar só com palavras: é sentir, entrar num quarto e ver um olhar cansado se iluminar com uma simples história. É perceber que, por alguns minutos, a dor dá lugar ao sorriso, à fantasia, à esperança. Quando esse contato acontece no lugar onde você trabalha, tudo se intensifica. Eu vi rostos conhecidos de um jeito novo, mais humano, mais próximo. Ali, entre histórias e silêncios, eu me vi transformada porque no fundo, a gente vai achando que está doando. Mas, é a gente que recebe, em cada gesto e olhar, que brilha mesmo em meio à luta”, relatou Idione.

Há duas semanas com a mãe de 81 anos internada na Clínica Médica do HMGV, a dona de casa Silvia Queiroz, moradora do bairro Vargas no município, pode presenciar a ação dos contadores de história duas vezes. “É um momento de carinho e alegria a quem precisa. Da outra vez, a mãe estava acordada e sorriu bastante. Hoje, ela está sonolenta, mas a história contada trouxe um pouco de vida no quarto, que tem mais três pessoas internadas e para mim que sou acompanhante”, opinou Silvia.

Viva e Deixe Viver

Em 2015, Idione assumiu a coordenação no sul do Brasil da Associação Viva e Deixe Viver. Atualmente, são cerca de 65 contadores que também atuam no Hospital Santo Antônio em Porto Alegre, na Associação de Assistência à Criança com Deficiência, no Kinder Centro de Integração da Criança Especial e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Sapucaia do Sul.

Texto e fotos: Jocélia Bortoli – MTB 9653 /Comunicação FHGV

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