Profissionais da FHGV participam de oficina e palestras em Dia D de conscientização e combate à sífilis

 In FHGV, Hospital Getúlio Vargas, Notícias

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável transmitida por relação sexual sem preservativo com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto. Para intensificar a conscientização e o combate da doença junto à população, os profissionais de enfermagem do Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV) participaram de uma oficina sobre a aplicação dos testes rápidos de sífilis e HIV. Além disso, os funcionários do Hospital e das demais unidades administradas pela Fundação Hospitalar Getúlio Vargas puderam assistir palestras a respeito da temática.

De acordo com a apoiadora do Ministério da Saúde (MS) do projeto Sífilis Não, Sandra Lavarda, no ranking nacional, Porto Alegre é o primeiro município no país quando o assunto é essa infecção. Quanto a Sapucaia do Sul, Sandra observa que se encontra na 68ª posição em âmbito nacional. Já em nível estadual, a apoiadora lembra que Sapucaia está na 15ª posição no ranking, ao considerar além da sífilis, as hepatites e o HIV. “A sífilis fica latente durante um período muito grande e as pessoas continuam se contaminando. A gente quer aumentar o número de testagem, principalmente, na população sexualmente ativa para diagnosticar, tratar a doença e fechar o ciclo de reinfecção. Sem o teste rápido, a pessoa não tem como saber se está doente porque os sintomas não aparecem logo. A sífilis tem cura, e o foco maior é a gestante para que seja tratada a tempo e não tenha sífilis congênita transmitida na gestação para o bebê”, afirma Sandra.

Quanto à conscientização, a apoiadora do projeto do MS ressalta a necessidade de mudar a ideia das pessoas que a sífilis é uma doença antiga que não ocorre mais. “Ela voltou, é uma epidemia muito séria pelo desfecho com a sífilis congênita. A população deve ficar em alerta porque é uma doença que causa neurosífilis, entre outras intercorrências graves. A pessoa deve ir até uma unidade básica de saúde – UBS – e solicitar o teste que é de livre demanda para detectar sífilis, hepatites e HIV. As UBSs possuem medicação para tratamento. Mesmo que Sapucaia esteja de parabéns por estar fazendo campanhas efetivas e os profissionais estarem envolvidos para atingir as metas, aproveitamos para conscientizar mais a população”, reforça.

Prevenção

A médica da Família e Comunidade Renata Pires Bazzo também participou da palestra na FHGV e reforçou que o trabalho na atenção primária é com a prevenção. “Precisamos reforçar que a sífilis passa por um longo período assintomático e a testagem rápida é a melhor estratégia para identificar a doença. A prevenção é com o uso do preservativo, no entanto, as pessoas têm se colocado em risco não apenas por causa da sífilis, mas para outras ISTs”, enfatiza.

A sífilis apresenta diferentes estágios e entre as classificações sintomáticas estão uma ferida ulcerada e indolor tanto no homem quanto na mulher. “Por uma questão anatômica, o homem consegue identificar melhor a ferida que fica por uma semana e some. Esta é uma grande questão: por ser indolor e sumir, as pessoas não buscam atendimento e a sífilis pode partir para outros estágios com alteração de pele que parece um processo alérgico generalizado, e se não tratada, desenvolve outros problemas como cardíacos, neurológicos, ósseos e má formação e aborto no caso de gestante”, esclarece a médica.

Oficina

A coordenadora da Linha de Cuidado Mamãe, Bebê e Criança do HMGV Ana Monteles explica que a oficina foi feita para capacitar os profissionais de enfermagem do Hospital a respeito da técnica correta de realização do teste e do armazenamento de insumos, entre outras orientações. Segundo ela, toda a gestante que chega em trabalho de parto no HMGV faz teste rápido para sífilis e HIV. A oficina foi promovida pelo Ambulatório de Infectologia da Rede de Sapucaia do Sul ministrada pela enfermeira Rosane Quadros que estava acompanhada pelos técnicos de enfermagem do local.

Recent Posts