HMGV intensifica orientação dos protocolos essenciais para o atendimento de paciente com AVC

 In FHGV, Hospital Getúlio Vargas, Notícias

Uma estatística mundial aponta que a cada cinco pessoas, uma terá um acidente vascular cerebral (AVC) ao longo da vida. A doença pode ser de dois tipos – hemorrágica ou isquêmica – que está relacionada a 85% dos casos. Para alertar sobre esse risco, o último 29 foi dedicado ao Dia Mundial do AVC com medidas voltadas à prevenção. O Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV) é referência no atendimento desses casos e os profissionais, sobretudo os que atuam na Emergência, participaram da palestra “Vamos falar sobre AVC?”. Na ocasião, foram intensificados os protocolos essenciais para a assistência ágil e os cuidados na hora de administrar a medicação. O evento também vai acontecer na próxima terça-feira (05), às 12h, na sala de aula do Hospital.

Após a ocorrência de um AVC, a chance de reversão do quadro aumenta com o atendimento feito em até 4 horas e meia. A enfermeira e professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Zoraide Immich Wagner, ministrante da palestra, observa que o AVC é uma das doenças que mais matam e deixam sequelas. No entanto, ela reforça ser totalmente prevenível com a mudança nos hábitos de vida. “Às vezes, o AVC é súbito e os sinais começam junto com o mesmo. Contudo, há paciente predisposto por ter colesterol alto, hipertensão, dieta inadequada, diabetes, e ainda, ser tabagista e sedentário. Se a pessoa tiver o AVC, precisa haver o reconhecimento dos sinais e sintomas para que não haja perda de tempo, porque é muito curto o período para tratá-lo, e a medicação fazer efeito. Se o paciente não chegar no hospital nesse tempo para receber a medicação, não teremos como tratar a reversão, e sim, as sequelas”, acrescenta.


“Sem fazer a tomografia para diferenciar o tipo de AVC, não pode ser iniciada a medicação”, afirma a enfermeira Zoraide Immich Wagner

Dentro dessa questão ligada ao tempo, Zoraide ressalta que desde o início do sintoma até o paciente chegar no hospital, a agilidade é imprescindível para que seja feita a tomografia entre no máximo 45 minutos e 1 hora, identificando se o AVC é hemorrágico ou isquêmico. “Sem fazer a tomografia para diferenciar o tipo de AVC, não pode ser iniciada a medicação. O tipo isquêmico ocorre em 85% dos casos por causa dos hábitos de vida com predisposição para o depósito de gorduras que fecham os vasos em qualquer parte do corpo”, alerta.

Prevenção

Para a enfermeira, a prevenção com o indivíduo colocando em prática hábitos mais saudáveis, dieta mais equilibrada e atividade física são as melhores opções em se tratando de combate ao AVC. Outra questão considerada de extrema relevância por ela refere-se ao reconhecimento dos sinais. “O desvio dos lábios, o sorriso puxado para um lado, a dificuldade para pronunciar as palavras como se a língua ficasse grossa e a diminuição de força nos braços são indicativos para a ocorrência do AVC. Essa identificação é crucial que seja reforçada em campanha mundial”, afirma.

O 29 de outubro é o Dia Mundial do AVC e Zoraide informa que a Rede Brasil AVC trabalha com a prevenção. Além disso, ela destaca conquistas junto ao Ministério da Saúde como a medicação para reversão do quadro. Por ser de valor bastante elevado, uma lei obriga o Sistema Único de Saúde de pagá-la. “Existem centrais regionalizadas que são referências para o AVC. Em nossa região, a referência para tratar os pacientes com AVC é o HMGV.

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