Ação inusitada do Setembro Amarelo surpreende trabalhadores da FHGV

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Um abraço prolongado, um pouco mais de carinho e atenção. Essa foi a sensação gerada a partir de uma ação tão simples e de grande efeito para muitos trabalhadores da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV). Sem avisar nada a ninguém e com cartazes com as frases: “você é especial na vida de alguém”; “sempre haverá um amanhã”; “posso te abraçar agora”; “cuide de você hoje”; e “não desista do amor, não desista de amar” a Comissão de Direitos Humanos (CDH) distribuiu abraços e palavras de carinho no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Neste mês, a CDH ainda vai programar nova atividade durante a saída das equipes do turno da noite e que iniciem o turno de trabalho pela manhã.

Entre as trabalhadoras que se surpreenderam com a atividade, a assistente administrativa Ana Carolina Sydow. “Adorei porque atualmente estamos com muitas pessoas com problemas de saúde mental, inclusive, entre os nossos trabalhadores. Acredito que a instituição precisa olhar mais para a saúde do trabalhador, pois nossos funcionários cuidam da saúde das outras pessoas e precisamos de ações que cuidem da gente”, opina.

A rotina de muitos trabalhadores seja na FHGV e em outros tantos locais faz parte da realidade de milhares de brasileiros. “Vejo a Zara e a cumprimento todos os dias, mas hoje quando ganhei um abraço foi surpreendente. O mais incrível disso é que mesmo nos encontrando, diariamente, nossos cumprimentos são à distância, e talvez, por isso a surpresa. Como atenção e carinho nunca são demais, ganhei outro abraço apertado do Ivo, e com esse reforço, lembrei que embora eu esteja no ambiente de trabalho, a ajuda emocional sempre auxilia para superarmos os percalços diários no desenvolvimento de nossas responsabilidades”, afirma a jornalista Jocélia Bortoli.

CDH

O presidente da CDH e assistente administrativo Ivo Soares dos Santos Filho explica que a Comissão programou a atividade devido à campanha do Setembro Amarelo desde o mês passado. “A taxa de pessoas que sofrem com depressão e doenças que levam ao suicídio é cada vez maior e a gente quis levar conforto aos colegas de trabalho. Pensamos em algo além de palavras e o melhor é um abraço. Escolhemos horário de troca de plantão e ficamos distribuindo abraços numa atividade bastante positiva porque muitas pessoas estavam carentes. Abraços rápidos e outros prolongados com força e palavras de apoio numa atividade extremamente positiva porque reforça a importância de fazermos algo em prol dos colaboradores”, avalia.

De acordo com Santos Filho, o grande desafio da CDH foi escolher cinco frases em meio a tantas a serem ditas e com entendimento particularizado. “Através dos olhares e dos abraços percebemos que as pessoas estavam carentes. O ser humano como um todo nos dias atuais está carente de afeto. A gente tem se abraçado menos, tem conversado menos e ouvido menos. Usamos muito as redes sociais, o WhatsApp, escrevemos pelo computador e precisamos mais contato físico”, reforça.

Para a secretária da CDH, a técnica municipal Zara Maria Escobar Mondadori, foi um desafio escolher as frases e confortante fazer a ação tanto para os membros da Comissão quanto para os trabalhadores que foram “pegos” pelo abraço desprevenidos. “Se contássemos os inúmeros abraços, nem cinco pessoas os recusaram. Isso foi muito porque nós da CDH percebemos que as pessoas estão precisando desse carinho que não custa nada, é fácil e muito importante, principalmente, no ambiente onde trabalhamos. No hospital a gente lida com gente e vida. E por mais que tenhamos treino, pois falo com o meu lado de enfermeira, sempre acabamos nos afetando. Notamos a diferença das pessoas com o abraço que se soltava mais e uma me disse: que bom! Vou para casa mais leve!”, finaliza Zara.

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