O papel do Setor de Costura na recuperação dos pacientes internados na FHGV

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Um hospital é composto por vários setores e num primeiro momento se sobressaem os mais ligados diretamente à saúde. No entanto, todos os profissionais que prestam atendimento aos pacientes são de extrema relevância para que eles alcancem a recuperação. O ofício da costura, por exemplo, é fundamental como área de apoio.

A profissão de costureira requer habilidade com tecidos, linhas e máquinas para propiciar conforto e segurança aos internados. Desde 2013 como costureira no Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV), Nair Teresa Bindani Pereira atuava antes como lavadeira. “Quando tinha uma folguinha na lavanderia, ia para a costura. Ao fechar a lavanderia, me passaram para esse setor. A máquina é fácil de lidar. É muito bom trabalhar na área de saúde e sei que ajudo na recuperação dos pacientes”, declara a funcionária.


“É muito bom trabalhar na área de saúde e sei que ajudo na recuperação dos pacientes” , afirma Nair.

Quatro costureiras trabalham no Setor de Higienização, Rouparia e Costura do HMGV e a confecção de todo o enxoval desse hospital, do Hospital Tramandaí e das unidades da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) passam pelas mãos das profissionais. Elas confeccionam aventais, uniformes, jalecos, calças e enxoval hospitalar que é utilizado no preparo de kits de materiais usados nas cirurgias e no campo cirúrgico para a proteção do paciente e dos trabalhadores.

Além disso, a equipe conserta roupas hospitalares e a chefe do setor Kátia Paim explica que isso ocorre porque muitas roupas se deterioram com o tempo e a lavagem. Nesse caso, um lençol grande rasgado pode ser transformado num pequeno. Kátia lembra que é uma corrente de trabalho e que as costureiras também consertam capas para as cadeiras longarinas, diminuem o tamanho dos colchões e costuram cortinas blackouts. “Fizemos tudo o que tiver dentro do hospital, dependendo de costura. Confeccionamos os coxins para pacientes acamados que precisam ser virados a cada duas horas. São rolinhos para as costas, as pernas e os calcanhares para não ter muito atrito”, detalha.

Critérios para doação

Recentemente, o HMGV recebeu 80 metros de algodão cru da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Sapucaia do Sul em parceria com a Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas. Há dois meses, 160 cobertores novos foram doados e o setor identificou cada peça.

O HMGV recebe doações de tecidos ou lençóis, porém os interessados devem observar os critérios. Os lençóis precisam ser de algodão cru. Para a fabricação de calças e jalecos usa-se o cretone azul ou verde. Já para o bloco cirúrgico, utiliza-se o brim azul royal que serve para a costura de enxoval hospitalar do campo cirúrgico. Kátia revela que está aguardando uma possível doação de um hotel de Porto Alegre. Segundo ela, os lençóis e as toalhas brancas de algodão da rede hoteleira são trocadas a cada três meses e adequadas para o uso hospitalar.

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