Barichello dialoga com vereadores sobre a realidade da FHGV no Polo Sapucaia do Sul

 In Fundação, Notícias

O diretor geral da Fundação Hospitalar Getúlio, Gilberto Barichello, foi recebido na Câmara de Vereadores de Sapucaia do Sul nesta terça-feira para tratar da realidade da Fundação e de suas unidades no município. Após o relato, respondeu perguntas e obteve o comprometimento dos vereadores para a busca de soluções para os problemas que envolvem a Fundação e a saúde pública no município.

Ao se referir ao momento da saúde no país, no Estado e em Sapucaia, Barichello foi enfático: “Vivemos a crise de redefinição do SUS”. Segundo ele, a FHGV está inserida neste contexto e enfrenta as dificuldades inerentes à situação.

Em aproximadamente uma hora, o gestor informou sobre a dívida da Fundação com o município (já administrada) e com fornecedores e prestadores de serviços (em negociação diária). Para quitar essas dívidas, é fundamental que o Estado pague os valores em atraso com a FHGV, que chegam a R$15.800.000,00, referentes aos meses de setembro (parte), outubro, novembro e dezembro de 2018.

Barichello atualizou informações e dialogou com os vereadores

GESTORES TÊM QUE FAZER ESCOLHAS

“Diariamente, como gestores, temos que tomar decisões difíceis, fazer escolhas técnicas para definir prioridades”, diz Barichello. “Nesse quadro de dificuldades, no final do ano passado escolhemos manter os serviços de urgência e emergência abertos, em detrimento às cirurgias eletivas (que começarão a ser remarcadas). Não havia como ser diferente, não havia como manter os dois serviços, e a nossa escolha foi priorizar os casos mais graves”.

Ainda segundo ele, “os maiores prejudicados com isso tudo são os usuários e os profissionais da saúde das nossas unidades, que, no meu ponto de vista, são verdadeiros heróis. Por isso priorizamos sempre o pagamento de salários”.

MEDIDAS JÁ TOMADAS

Barichello enumerou as ações que a Fundação vem fazendo para reverter as dificuldades, como corte de CCs, diminuição de salários de trabalhadores da sede (inclusive dos diretores), parcelamento da dívida com a prefeitura, promoção de concursos públicos, acordo de trabalho que revê a remuneração dos médicos, diminuição de pagamentos por RPA, obedecimento ao teto salarial do município, ações judiciais para recebimento dos atrasados e busca de empréstimo no sistema financeiro.

Até o momento, o Estado não tem uma informação confirmada sobre o pagamento de suas dívidas. Após ouvirem o diretor da Fundação, vereadores fizeram alguns questionamentos e se comprometeram a estar ao lado das ações em prol de melhorias para o atendimento em saúde pública no município.

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