GRATO faz reunião mensal abordando o Setembro Amarelo

Categorias: Fundação, GRATO, H Getúlio Vargas

Como parte das atividades programadas pela FHGV para o Setembro Amarelo, que trata da prevenção ao suicídio, o Grupo de Apoio ao Tratamento Oncológico (GRATO) realizou sua reunião mensal na tarde desta terça-feira (4), abordando questões relacionadas à depressão e suas consequências. Mais de 50 pessoas estavam presentes no Auditório da Fundação.

Logo na fase de apresentação das participantes, muitas contaram seus casos em relação ao câncer e a momentos de intensa depressão. Em todos esses depoimentos, a ajuda e a importância do GRATO foram consideradas por elas fundamentais. Uma frase de consenso resumiu o sentimento: Depressão é horrível, e se a pessoa não tiver apoio e ajuda, acaba afundando.

Margarete Telles, de 46 anos, descobriu seu câncer através de exames de rotina, fez quimio e radioterapia, cirurgia, e hoje se recupera bem. Mas passou por momentos difíceis: “Nossa, cada fase era um sofrimento enorme, eu chorava, via o mundo desabar, emagreci, depressão mesmo”, disse ela. A recuperação se deu, sobretudo, pelo apoio que recebeu: “Minha família, marido, mãe, amigos, todos foram muito atenciosos comigo, sem falar na felicidade de conhecer o GRATO, onde percebi que eu não era a única e que a alegria e a vontade de viver podem ser multiplicadas”. Em seu depoimento ao grande grupo, ela avisou: “Quero me dedicar a ajudar os outros”.

PARTICIPAÇÃO DAS RESIDENTES DE PSIQUIATRIA DO HMGV

A partir dos relatos das participantes, com a presença e a atenção da equipe multidisciplinar do GRATO, as residentes de psiquiatria da Unidade de Saúde Mental do HMGV, Taysa Rafaella Almeida e Elizandra Oliveira Rosado, organizaram uma Roda de Conversa para aprofundar questões sobre a depressão.

Orientando uma senhora que deixou de tomar os remédios indicados por seu médico por conta própria, as residentes enfatizaram que tal procedimento é arriscado, e que o melhor a ser feito pelo paciente, quando uma medicação não é bem aceita, é procurar o médico novamente para que seja feita uma reavaliação. Desistir dos remédios, segundo elas, não é a melhor alternativa na maioria dos casos.

Cerca de dois terços dos pacientes não respondem ao primeiro tratamento antidepressivo”, disseram elas. A informação reforça que o contato frequente com o médico, principalmente no início de um tratamento, é importante no sentido de que se encontre a solução adequada.

 

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