Hipertensão: uma das doenças do século é silenciosa e não tem cura

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Quando a pressão do nosso sangue, causada pela contração do coração e das paredes das artérias para impulsionar o sangue para todo o corpo, ocorre de forma intensa, danos aparecem. É nesse momento que a hipertensão pode chegar.

A hipertensão é definida quando a pressão arterial está acima de 14/9 e é considerada grave quando a pressão está acima de 18/12. Em geral, a pressão arterial elevada não tem sintomas, mas, ao longo do tempo, se não for tratada, poderá causar problemas de saúde, como doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. A pressão arterial é medida através de aparelhos como o tensiômetro ou esfigmomanômetro e pode ter uma variação relativamente grande sem sair dos níveis de normalidade. Para algumas pessoas ter uma pressão abaixo de 12/8, como, por exemplo, 10/6, é normal. Já valores iguais ou superiores a 14 (máxima) e/ou 9 (mínima) são considerados como hipertensão para todo mundo.

Em grande maioria dos casos silenciosa, a doença geralmente nos dá alguns sinais de alerta, como tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão. Desta maneira, torna-se ainda mais importante medir a pressão arterial com regularidade.

Ronald Zenker, médico cardiologista da FHGV, explica que obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão associados ao desenvolvimento da hipertensão. Segundo ele, o sobrepeso e a obesidade podem acelerar até 10 anos o aparecimento da doença. “O consumo exagerado de sal, associado a hábitos alimentares não adequados, também colabora para o surgimento da hipertensão”.

A hipertensão em sua grande maioria não tem cura, mas pode ser controlada. Nem sempre o tratamento implica uso de medicamentos, mas é necessária a mudança no estilo de vida, como hábitos alimentares mais saudáveis, redução do consumo de sal, atividade física regular, não fumar, consumo de álcool com moderação, entre outros, o que nos ajuda a evitar o surgimento da doença e diminuir as crises de pressão alta. Contrariando alguns mitos, o uso do potássio não está associado à hipertensão ou sua melhoria.

Quando não tratada ou controlada, a hipertensão pode trazer sérias complicações, como derrame cerebral, também conhecido como AVC, infarto agudo do miocárdio e doença renal crônica. Além disso, a hipertensão pode levar a uma hipertrofia do músculo do coração, causando arritmia cardíaca.

O estresse

O estresse é um sentimento normal, mas, em excesso, torna-se um fator de risco para o desencadeamento de doenças cardiovasculares. Algumas pequenas práticas, como alimentar-se melhor, praticar atividades físicas, rir mais, dormir melhor, entre outras, ajudam a amenizar o estresse do dia a dia.

O estado de tensão mexe com o funcionamento do nosso organismo. Segundo Zenker, a alta liberação de hormônios como a adrenalina e cortisol provocam instabilidade, elevando a pressão sanguínea e batimentos cardíacos podendo provocar um infarto ou AVC. “Alguns medicamentos podem provocar ou piorar os sintomas de estresse, além do uso de produtos com cafeína, drogas, álcool e tabaco”.

 

 

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