O simbolismo das cores na luta das mulheres

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Com o slogan “Lute como uma Mulher”, a Fundação Hospitalar Getúlio Vargas saúda todas as trabalhadoras, elucidando a história que celebra esta data. A escolha da cor lilás como referência na luta mundial das mulheres por igualdade de direitos não foi por acaso. Algumas versões da história dizem que as operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York estavam tingindo esta tonalidade, em 8 de março de 1857, quando foram assassinadas. De acordo com a feminista Sylvia Pankrust, o lilás foi adotado pelas sufragistas inglesas, em 1908, na mobilização pelo direito ao voto. Elas escolheram o lilás que se inspirava na cor da nobreza inglesa, o branco que simbolizava a pureza da luta feminina e o verde a esperança da vitória.

Na década 70, depois do processo de auto-organização do movimento feminista, várias mulheres adotaram a cor lilás, como uma nova síntese entre as cores rosa e azul, representando a igualdade entre mulheres e homens. E por falar em igualdade, é importante ressaltar a valorização das mulheres de todas as etnias, que lutam por respeito, equidade e melhores condições de vida.

Origem do Dia Internacional da Mulher

Durante muito tempo, foi defendido que o 8 de Março teria surgido por causa da morte de 130 operárias carbonizadas em um incêndio numa fábrica têxtil de Nova York (1911). No entanto, a socióloga brasileira Eva Blay, professora da USP, explica que a criação da data foi motivada “por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial”, e não somente pela morte de dezenas de mulheres exploradas pelo capital.

Em 1910, a militante Clara Zetkin propôs a criação do Dia Internacional da Mulher, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhagem. A partir daí surgiram manifestações de mulheres em todo o mundo. A mais famosa aconteceu em 8 de março de 1917, quando operárias russas do setor de tecelagem entraram em greve, pedindo apoio aos metalúrgicos.

Fonte: Revista AZMina, site CNM/CUT.    

As precursoras da saúde

– A médica Maria Augusta Generosa Estrela, natural do Rio de Janeiro, foi a primeira brasileira a obter o diploma na área. Como até 1879, o curso de Medicina era vetado para mulheres, ela optou por fazê-lo no exterior, concluindo em 1881, em Nova York. No ano seguinte, Maria – Augusta revalidou o seu diploma na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

– Ana Néri (1814-1880) foi a pioneira da enfermagem no Brasil. Prestou serviços voluntários, nos hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá, durante a Guerra do Paraguai.

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